Como a minha mudança de país me tornou mais minimalista

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A primeira vez que vi a palavra minimalismo foi no blog Vida Organizada, da Thais Godinho. Na época eu tinha só uma ideia de que minimalismo estava ligado a desapego, ter menos coisas. Achava tudo isso muito interessante, mas, morando ainda na casa de meus pais, eu tinha acumulado MUITOS objetos, toda uma vida de livros, roupas, objetos de decoração, documentos, fotos…

Até que uma dia, surgiu a oportunidade da minha vida de vir trabalhar em outro continente, e eu só tive aproximadamente duas semanas para me preparar desde que a coisa toda foi confirmada. Para fazer sozinha todo o trajeto necessario entre a casa de meus pais na Bahia, São Paulo (onde eu peguei o avião para a França), Paris, e enfim um trem até Rennes… o melhor seria reduzir ao maximo tudo o que eu teria que carregar em minhas mãos. Decidi que iria fazer a mudança com apenas uma mala. Tive certeza que essa foi uma sábia escolha quando peguei o trem de Paris até Rennes. Quase não conseguia andar com apenas uma mala de rodinhas (de cerca de 20kg) e uma mochila nas costas. Imagine se tivesse ainda mais bagagens!

Na hora de preparar essa mala, tive muitas dúvidas do que traria comigo e muitos “apertos no peito” de ter que deixar objetos “queridos” no Brasil. Trouxe roupas e documentos certeiros, mas também deixei para trás algumas coisas que me fizeram falta depois.

Nossa capacidade de adaptação a novas situações é realmente inacreditável. Rapidamente eu esqueci todos esses objetos e aprendi a viver com o pouco que eu tinha trazido. Vim para um país temperado, onde o frio diminui BASTANTE a necessidade de ter muitas roupas e sapatos. Primeiro porque a gente não transpira. E depois porque, desde que você adquiriu AQUELE casaco e AQUELE pulôver eficientes, você pode até variar as camisetas que vão por baixo, mas você vai querer usar essas peças quentinhas quase todos os dias.

Outra coisa que entra nessa historia, eu imagino, é uma influência da cultura francesa. A partir da minha experiência pessoal, acho que os franceses têm uma tendência menor de acumular coisas, visto que eles não são muito consumistas. Até na moda da pra ver essa tendência: mulheres com poucas e boas peças básicas, pouca maquiagem e bijuterias discretas. Eu ja estava mais ou menos dentro desse estilo antes (quem me conhece sabe que 80% do tempo eu ando de calça jeans e camiseta), mas aqui abandonei também os vestidinhos floridos que eu curtia, porque raramente encontro a temperatura para lhes vestir.

Eu poderia citar aqui muitas outras razões de ter me tornado mais minimalista nos ultimos anos, como o planejamento do meu tour da Europa em 2018 (e a economia de dinheiro que vem junto com esse projeto), as influências de minha mãe, que la em casa tem fama de “jogar tudo fora”, ou mesmo minhas preocupações crescentes com questões ambientais, ou a entrada do Yoga e da filosofia budista na minha vida. No entanto, acredito que nenhum desses outros fatores teria sido tão intenso, tão brusco, quanto a necessidade de colocar toda a minha vida em uma unica mala. Esse foi um dos tantos aprendizados que vir morar fora me proporcionou: Não precisamos de muito para viver bem e feliz. Recomendo! 🙂

E você? Ja passou por alguma experiência que te tornou mais minimalista? Têm interesse nessa mentalidade? Conta pra mim nos comentarios!

Até a proxima.

 

 

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